sábado, 1 de setembro de 2012

MMA, uma luta de casal

Sentei-me com minha esposa para assistir  TV num final de sábado sem sal e sem açúcar. Ela fez uma pizza caseira e deliciamos.
Quando lá pela meia-noite começamos a assistir  essas lutas do dia de hoje em que tudo vale mesmo, quando repentinamente ouvimos o nome de Neide Topázio.
Surpresa minha mulher olhou para mim deitando o pedaço de pizza.
“ Não é a irmã de Mario?”
Era a irmã de Mario.
Todos sabem de minha amizade com Mario. Basta ler as demais histórias do blog.
Conhecemos Neide Topázio em momentos difíceis de sua vida. Mas ali naquela noite ela era uma estrela. Uma estrela do vale tudo.
E depois de meia hora de socos, golpes, e atuação Ela venceu sendo ovacionada como um dessas celebridades.
Ao que me lembro de Neide Topázio, era casada com Belchior Topázio e sempre estavam frequentando a delegacia da mulher.
Belchior batia em Neide e por varias vezes Mario apareceu em casa dizendo que ia matar os dois. Belchior por bater em sua irmã e Neide por não deixar esse Belchior. Ela não conseguia viver sem ele.
Então no dia seguinte liguei para o Mario.  Até então Mario não havia me dito nada sobre a sua irmã estar no mundo das lutas. Ele me respondeu que havia rompido com ela desde a última surra que ela levou de Belchior e que para ele também foi uma surpresa.
-  Estou sem falar com Neide a seis meses. E agora ela é uma campeã de MMA.
-Mas...
-Ela ainda está com Belchior ele é treinador dela.
-Certo, mas...
- Não sei ao certo, a minha outra irmã. Lidia, que é cantora de karaokê. É que me disse que Neide apanhou tanto de Belchior que foi parar num hospital, onde conheceu uma enfermeira lutadora.  Georgina a funqueira vingadora. E ela disse a Neide que também apanhou muito e que depois que começou a lutar deu uma lição ao seu marido e eles agora estão na boa.
- Neide então começou a sua carreira de lutadora assim?
-Sim, depois que saiu do hospital se recuperou fez duas semanas de luta com Georgina e quando Belchior veio pra cima dela, ela mostrou todo o seu talento... Ele quem foi parar no hospital. E se redimiu e viu que a mulher poderia  lhe dar uma boa grana.
- Então  eles têm um acordo.
-Neide deveria ter eliminado esse cara de vez. Agora ele viu que pode lucrar com ela...
Mario me pareceu inconformado. Mas enfim era mais uma história de sentimentos e interesses e que parecia estar bem para ambas às partes.
No sábado seguinte assistimos mais uma luta de Neide Topázio que venceu novamente. Sucesso a ela.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Valquíria, Mario e a Dançarina Grega.


Valquíria e Mario foram com nós num evento num restaurante Grego no bairro do Retiro, poderíamos ter optado por um restaurante judeu ou coreano também, mas era uma experiência de gustativa nova.
A noite estava agradável nem tão quente nem fria.  Valquíria e Mario sentaram a mesma mesa que eu e minha esposa enquanto as demais pessoas foram se acomodando. Era um evento de uma sociedade que eu participo e inocentemente achei por bem convidar Mario e Valquíria. Enfim...
Nunca havíamos comido algo da Grécia, além do azeite claro. O ambiente era amplo e aconchegante coma aparência de  uma taberna antiga. Vieram os vinhos alguns petiscos de nomes impronunciáveis, mais vinhos ao som de musicas grega também impronunciável ao vivo num pequeno palco bem ao fundo do restaurante.
Derrepente antes do prato principal uma morena linda, estonteante com um desire impronunciável, começou a dançar no meio do restaurante. Era parte do evento.
Rapidamente ela começou a pegar alguns convidados e ia ensinando a dança. Não sei se é uma dança grega típica, mas havia visto no filme Zorba o grego. Já havia um punhado de voluntários quando a cantora veio para a nossa mesa.
Ela “pulou” ignorou  Valquíria e tomou pelas mãos Mario.
Todos Sabem que Valquíria é anã, mas quando ficar irritada cresce mais que o teto. Mas não foi o fato dela ser anã e a dançarina grega te-la “pulado” que Valquíria se irritou.
Ela ficou brava porque a dançarina tomou Mario pelas mãos.
Valquíria não admitiria isso, assim tão barato. E foi quando eu temi pela noite.
Talvez fizesse parte da dança somente homens.  Não sei dizer. Mas lá no centro do restaurante havia somente homens dançando conduzido pela dançarina.
Valquíria apenas olhava calada. E para apimentar a situação. A coisa tava indo pro brejo, a dançarina ficou ao lado de Mario durante toda a dança, abraçando. Eu apenas olhando para Valquíria e pronto para qualquer emergência.
 Então terminou a dança. Todos aplaudiram e cada um voltou para o seu lugar. A dançarina conduziu Mario até a mesa e lhe sorriu por fim.
Valquíria percebeu, e eu temi ainda mais.
Mas para minha surpresa. Valquíria não disse nada, sorriu e jantamos e falamos de trivialidades. Valquíria sorria, a noite acabou e fomos para a casa. Eu fiquei surpreso com a atitude de Valquíria, e confesso de nos dias seguintes não me contive e liguei pro Mario para saber como estavam as coisas.
Ele me disse que estava tudo bem e que Valquíria estava tendo aula de dança grega com aquela dançarina do restaurante. E que estava tudo bem.
Bem, fiquei aliviado. Valquíria queria apreender a dança... Poderia ser um milagre, mas uma mudança dessas que nos acontece ao longo da vida. Mas não acreditei em nada disso.
E resumindo o a história, algumas semanas depois estive no mesmo restaurante com minha esposa e vi que havia uma nova dançarina. Pronto uma preocupação me acendeu. Não me contive e perguntei para gerente, muito simpático, onde estava a antiga dançarina.
-Ela voltou para a Grécia!
-Mas...
-Apareceu aqui um dia, com o rosto todo inchado e roxo. Disse que tinha sido assaltada. Sabe como é São Paulo. E que iria voltar para a Grécia e voltou. Liguei para ela semana passada e ela disse que nunca mais voltaria pra essa cidade.
- E ela está bem!
-Sim, parece que sim!
O que eu temia havia acontecido. Valquíria  agiu sabe Deus como e de que forma.

domingo, 15 de julho de 2012

Ponto de mudança

Chega um momento em sua vida que não tem jeito, tudo parece cansativo demais. Desgastante demais. Aconteceu comigo:
Depois de 25 anos trabalhando na mesma empresa, chegou esse momento em que não suportava mais acordar no dia e ir trabalhar; não suportava mais olhar para os mesmo rostos e pior de tudo, olhar para o retrato do fundador da empresa, que estava posto em todas as salas com o sorriso de sempre. Dizendo pra gente. “Ai seus babacas, eu venci e vocês”.
Mas eu tinha que continuar empregado. Tinha contas a pagar, escola das crianças, e tudo o que a vida moderna nos suga.
Um dia cheguei em casa, cansado e exausto disse para a minha esposa que não queria conversa com ninguém. Tomei um banho demorado e fui dormir cedo. “a psicologia sempre diz que somo demais é fuga” e era mesmo. Eu queria deixar a realidade que estava vivendo. Sei lá fugir para outra dimensão, uma caverna escura ou para ilha da mulher maravilha...
E ao contrário de todos os meus desejos, eu me vi num caminho longo que eu tinha que atravessar. Claro que todos os sonhos trazem algo que está dentro de nós. E lá estava eu nesse sonho.
Então comecei a dar o primeiro passo. Depois outro e outro e percorri o imenso caminho. Eram os meus vinte e cinco anos na mesma empresa.  E derrepente apareceu em minha frente à mulher maravilha (na verdade era a minha mulher), como eu desejei e ela me disse.
“Olhe a sua frente, há dois caminhos. Escolha um”.
“Não tem jeito, né! Tenho que escolher um e continuar a caminhado”.
Ela me sorriu.
“Se ficar parado, será uma escolha. Mas o caminho está ai”.
De alguma forma aquele sonho me deu coragem. Acordei no meio da madrugada e não dormir mais.
No dia seguinte a minha mulher, fez um café especial me serviu e olhou para mim.
“ Você não dormiu  a noite toda. Bem, não tá dando mais não é mesmo”.
Eu apenas olhei para ela.
“Não pode continuar assim. É o emprego ou sou eu”
“Bem, não é você, nunca vai ser”.
“Então, parte para outra”.
“Mas e  a casa, as contas”.
“Se continuar como está você morre e ai... Deus me livre. Parte para outra, e se for preciso eu volto a dar aulas... Não posso te perder...”.
E nem eu poderia perder uma mulher dessa. Enfim escolhi o meu caminho.
 Obs.: (Não vou concluir a história por ser pessoal, não quero influenciar ninguém. Afinal somos livres quando fazemos escolhas).

segunda-feira, 18 de junho de 2012

E porco que não?



Dia desses Mario e Valquíria nos presentearam com um filhote de porco. Eu disse logo. Mas porque um porco? Afinal todos sabem qual é o meu time. Brincadeira a parte.

Valquíria então me respondeu.

-E porco que não?

Eu ri do jogo de palavras e verdade é Porco que não?

Cachorros e gatinhos são fofinhos, amigos. Em casa temos todos. Mas há pessoas que tem a ousadia a coragem de estimar outros seres. Cobras, aranhas, iguanas, escorpiões gigantes.  Todos os animais que sempre povoaram a nossa imaginação os nossos medos e arrepios. Mas são seres vivos ora. Tão merecedores de vida como nós.

- E ai Melquis, você ainda está surpreso? – me perguntou Mário.

- Sim é uma novidade?

-Mas você é um cara que sempre teve a mim e Mário como amigos não poderia ter surpresa quanto às diferenças que a vida cria.

Todos Sabem que Mario e Valquíria são casados. Ele enxerga a vida de um ângulo especial, ela uma anã dominadora e possessiva, mas carinhosa com os seus. E tem um amigo gay que foi morto pelo ex-marido e agora virou um espírito de luz que a visita sempre. Somos amigos também.  

- E que vocês não dão trabalho. O porco tem que ter cuidados.

-Ora cuidados com os outros são bons para exercermos a nossas capacidades que às vezes nem sabemos que temos. – Disse Mário de seu ângulo especial de ver a vida.

- Por isso que eu te amo Mário. - disse Valquíria.

Pronto mais uma vez me convenceram.

-E porco que não? – eu completei.

domingo, 10 de junho de 2012

Simplesmente.

Vez por outra em sua vida Marcos se pegou se sentindo o nada.

Não era famoso, não entraria para história como grande rei, conquistador ou homem das artes ou ainda um inventor. Nunca foi notícia. Sempre levou uma vida cotidiana: Trabalho, família, amigos. Um churrasco de vez em quando, aniversário de alguém querido. Futebol sempre que possível. E o mais do mesmo todos os dias.

Na verdade nunca se viu em outra vida, nem pensou em  ser outra pessoa.

Mas agora naquele dia em que tudo estava preste a mudar. Se olhando no espelho enquanto escovava os dentes e depois iria para o hospital. Lembrou-se do primeiro beijo que trocou com Elisa, do sentimento que lhe bateu forte, do sangue novo que sentiu correr nas veias. E da imagem do sorriso dela depois do beijo. Sorriso de alguém feliz. Sorriso que pareceu lhe pertencer e nunca mais saiu das imagens de sua alma. E que foi crescendo e se instalando de vez e em todos os cantos de seus sentimentos, fazendo sol e lua, dia e noite. Alimento e água, preenchendo todos os espaços que sabia existir em sua vida e que agora dois anos e quatros meses depois resultou em Maria Inês, a primeira filha do casal que nasceu há dois dias.

Não, não pode mais se sentir um nada. E certamente não estaria na lista de nomes que correm a história humana para o bem ou para o mal.

Mas e daí!

Tinha Elisa, Maria Inês e graças a Deus uma vida cotidiana, como  a centenas de milhares de milhões de pessoas que como ele, eu ou você existiram nos tempos de reis, e conquistadores e nunca se quer foram mencionados na história. Mas que o prazer de viver, de existir fez-se compreender que viver é importante para quem vive, não para a história.

A história humana, com seus atores e cenas, não seriam e não existira se não houvesse os Marcos, Elisa, Maria Inês, eu, você e todos que estamos nessa história que é viver.

domingo, 3 de junho de 2012

Insubstituíveis.


(Todos sabem de minha amizade por Mario e Valquíria. Se não basta ler os contos do Assassinato no Cassino ou tudo que estiver relacionado ao Mario aqui mesmo no Blog).


Mario me ligou dia desses.
Estava eufórico. Valquíria finalmente havia mantido contato com Juraci novamente.

Depois do episódio do Cassino, nunca mais o vimos.

- Ele é um grande amigo. Valquíria não consegue viver sem ele mesmo depois de morto. – me disse ele todo contente por a mulher está contente pela visita do amigo.

- E ele como está? – perguntei sentindo saudade de Juraci.

- Mais brilhante do que nunca. Realmente é um espírito de luz.

- Diga para ele vir em casa, se puder. Também estou com saudades.

- Direi. Mas sabe como é! Espírito tem os seus horários também.

- Eu entendo.

Algumas pessoas são extremamente necessárias em nossas vidas. Fundamentais, insubstituíveis. Vendo o amor fraterno de Valquíria por Juraci, e essa celebração de viver um sempre visitando o outro mesmo pós-morte. Eu percebi o quanto Mario e Valquíria e agora Juraci são insubstituível em minha vida. E isso me fez sentir, mais humano do que nunca me senti .  Porque ao lado deles, agora percebo, sempre me senti mais ligado a vida. E mesmo nas loucuras que nos metemos, nunca me senti tão seguro.

E vamos apreendo tudo o que se tem para se apreender nessa vida. Descobrindo o que não sabíamos existir em nossas vidas.

No meu caso o valor da amizade de pessoas como Mario e Valquíria e agora Juraci. Ah! A vida.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Vinho e paixão.

   Ter vencido uma concorrência no mercado imobiliário, me fez me sentir excitado naquela semana. É que além de ter vencido a concorrência, eu derrotei um cara arrogante e que sempre tentava nos humilhar com suas conquistas de clientes e negócios que fechava. Não que isso nos abalasse. Claro que sim. Mas ter ganhado aquela concorrência, lavou a minha alma e de minha equipe. Como é prazeroso chegar pro Cara e ver a sua supremacia ser diluída. Eu sei que isso não é um sentimento nobre. Mas às vezes na vida não podemos evitar o lado humano por mais nobre e divino que se queira ser e ter uma vitória dessas é prazeroso demais. Orgasmocionante, eu  sentiria. Ops! Eu diria.

 Bem fui para a casa e minha mulher tinha ido ao cinema com as crianças. Caramba. Justo naquela noite.  Mas não me decepcionei. E se havia vencido  aquela concorrência e o Cara dono de toda a arrogância, eu venceria aquele pequeno obstáculo.
Então liguei pra minha esposa e no meio da sessão pedia a ela que deixasse as crianças na casa da mãe dela. Ela pelo celular relutou em aceitar tal ideia e perguntou o porquê. E pedi implorei. Até que ela aceitou com vergonha da plateia. Ela sabia que eu não desistiria.

Então a fui pegar no cinema e deixe as crianças no casa de minha sogra. Ela ficou “bicuda” não perguntou nada na frente das crianças.  A avó é claro adorou ter os netos em casa e quando partimos então ela começou com todas as perguntas possíveis. Eu não liguei, não importei e não disse nada.
Paramos então no estacionamento de um restaurante onde eu havia reservado uma mesa.  E  ao  sentarmos, ela mais relaxada e calma me olhou.
- O que está havendo! Porque não me avisou eu vestiria algo mais apropriado. Olhe só essa gente!
- Relaxa, você está linda. E mande essa gente tomar no c...
-Melquis... – ela me repreendeu. Eu acatei, sorrindo.
 O Champanhe que ela gosta. Depois Salmão.
- Você sempre quis vir aqui.
- Sim. – ela disse com um sorriso procurando por tudo. Mas na revista parecia mais bonito.
- Vamos esquecer quem somos hoje!
- O que?
- Vamos esquecer que você é minha esposa e eu seu marido. Você consegue comprar a ideia de que hoje somos um homem e uma mulher. Sem os filhos, sem o casamento, mas um homem e uma mulher se conhecendo se encontrando como nunca antes nos demos esse momento.

Ela sorriu, e ver o seu sorriso me fez apaixonar ainda mais pela mulher que era. Estava meiga, encantada, e eu metido no prazer de agrada lá.
- Você me derruba Melquis. Como posso resistir?
- Então isso é um sim.
- Claro. Prazer meu nome é Cassandra.
O nome dela é Elisa.
- Prazer meu nome é Ferdinando. E venho de um país distante. A Espanha.
Ela sorriu. Suavemente botou a mão no queixo e me olhou com fome. Tomou a champanhe e não resisti, e peguei em sua mão.
- Sempre ouvi falar que a mulher brasileira é especial, por isso me aventurei por aqui.
- Você ainda não viu nada!
- Você é comprometida?
- Somente  com os sentimentos, verdadeiros ou não!
- Ual!
- Te assustei?
- Não, pelo contrário. Despertou em mim, um desejo.
- Estou livre essa noite.
- Eu também!

Ela apertou a minha mão, e não podendo evitar mesmo um sabendo do outro, éramos naquele momento dois desconhecidos completamente apaixonados no ardente desejo em se conhecerem. Jantamos e nos conhecemos mais.
 Depois a levei até o meu carro, passei em um supermercado 24 horas e comprei um vinho. No carro, fomos descobrindo musicas não de nosso tempo quando ainda namorados, mas aquelas que nunca tivemos tempo para ouvir e curtir a dois.
- Você pode escolher o motel? Eu pago?
- Ah que gentil. Mas que tal algo distante, fora da cidade. Guarujá, Bertioga... Campos do  Jordão...
- Bem temos a noite toda, e o dia seguinte também.
- Você Ferdinando, pode me levar para o fim do mundo que eu vou sem medo algum.
- Fim de mundo! Não,  é apenas um começo de mundo. O nosso mundo.

O carro em velocidade, indo para o Guarujá, descendo a Serra Do Mar, e Cassandra me beijando com  o sabor de descobrir uma boca nova, um homem novo, um desejo novo... E para mim não era diferente.
A noite se prolongou como tudo o que todos sabem o que acontece. Vinho, paixão, sexo. Mas principalmente a descoberta do que somos capazes quando a força do desejo e dos sentimentos nos embebedasse.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Um estranho concurso.

 Naquela manhã fui a padaria comprar o pãozinho sagrado do dia a dia, quando vi um cartaz anunciando Um concurso de mulher diferente.
Mulher diferente?
- Que tipo de mulher seria essa mulher diferente? – perguntei a Cícero o dono da Padaria
- Nos aqui estamos imaginando que seria mulher feia!
- Santo Deus! Como podem!
- Dê uma olhada nos organizadores do concurso.
Lá estava o nome de Mário e Valquíria. AH! Só podia ser os dois.
E em letras grandes a Frase.
“Não faça mais parte da maioria, seja diferente, seja você.”

Não tive duvidas ligue para Mário.
- Que concurso é esse. Mulher diferente.
- Queremos sai do padrão. Melquis. Não dá mais. Há milhares de mulheres no mundo, diferentes e sensacionais como a Valquíria, porque todos tem que ser bonitas.
Mário me desarmou. Eu fiquei sem resposta.
- Não queremos nem uma miss, nem globeleza, nem capa da revista sexy. Queremos a mulher comum, mas com uma diferença a mais.
- Que diferença?
- Magra ou corcunda Anã ou obesa, e assim vai. E olhe só, já temos mais de duas mil inscritas em três dias de divulgação na internet e pela cidade. Vai ser sucesso.
- Vai! – Eu disse sem estrutura alguma.
- E você foi escolhido para ser uns dos jurados.
Pronto. Mário e Valquíria me “convidavam” mais uma vez a participar de suas armações.

domingo, 6 de maio de 2012


                 “A alegria evita mil males e prolonga a vida.”

William Shakespeare

Dramaturgo e poeta inglês, William Shakespeare é reconhecido como o maior dramaturgo de todos os tempos.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Há esperanças em nós humanos.


Há esperanças em nós humanos.



Vivemos em um mundo novo, oferecendo todas as possibilidades de tecnologia que está nos deixando mal acostumados e muitas vezes passivos, babacas que vive ignorando o ornitorrinco.

Somos capazes de se comunicar velozmente ter informações que nem mesmo a grande Biblioteca de Alexandria, queimada por ignorantes religiosos foi capaz ao que se sabe de possuir.

Daqui ao pouco teremos mãos biônicas, olhos super poderosos.       E talvez a vida seja eterna?  Alguém deseja mesmo ser eterno?

Bem, mas o fato é que somos hoje seres tecnológicos. Ops!

Seres tecnológicos?

Acho que não é bem assim.

Dia desses vi num programa de TV de pegadinhas engraçadas, dois gatinho em cima de um Tablet de última geração tentando pegar um camundongo digital que enganava esses gatos perfeitamente.

E então deparei com a cena.

Claro que havia tecnologia naquela casa, mas havia também os dois gatos. Parte da família, aconchegados ali, e os dois gatos  fazendo companhia aquela família que mesmo com toda a tecnologia disponível, não puderam, não quiseram desfazer da amizade dos dois gatos.

Somos humanos, somos seres sociais e com forte tendência ao aconchego de um lar. E lar tem pai, mãe, filhos. E se não tem um ou outro, têm pelos gatos, cães, peixes. Esta em nossos genes, em nossa alma, sermos sociais precisarmos do outro a companhia do outro. E se ainda vamos ter mais tecnologias, pernas biônicas e  tudo mais, ainda assim vamos querer o outro, os outros, humanos, animais, plantas.

E mesmo que ignoremos o ornitorrinco, nunca vamos ser um.